Fé por Conveniência
Muitas pessoas entram no culto dos orixás por se encontrarem numa situação difícil outros entram por conta da vida emocional ou amorosa problemática. E têm aqueles que entraram no culto dos orixás por problemas sérios de saúde.
Na verdade cada um teve a sua busca seu real motivo para a busca da espiritualidade. Essas pessoas que entraram pela dor, elas se apegam aos orixás, aos Deuses muito fácil porque na grande maioria é na dor que encontramos a fé.
É o apego ao divino, é aquela busca e quando você encontra é a certeza de que seu problema ou até todos os problemas vão ser resolvidos. É na dor que a pessoa está totalmente despida de todas as suas convenções e se mostra frágil procurando por auxílio.
É quando você precisa acender uma vela, fazer um ebó, tomar um banho de ervas. É nesse hora que pessoa por exemplo procura uma casa de orixá seja de umbanda ou candomblé.
E quando a pessoa coloca uma oferenda para seu orixá ela faz o seu melhor. É nesse momento do desespero do problema. É no momento em que ela sabe em que naquele local ela sabe que vai encontrar o auxílio. Ela consegue juntar todas as forças e se dar por completo, naquele momento para os orixá e para a espiritualidade porque você sabe que é nesse momento que todos os Deuses vão te ouvir.
Só que após algum tempo, com toda essa devoção, com toda essa boa vontade, para o seu próprio caminho, a pessoa começa a ser abençoada. Essa pessoa começa a receber a bênção de tudo o que ela pede, ou seja, sua vida amorosa começa a andar de novo, aquele casamento desfeito começa a engrenar, a dar certo.
É isso eu estou falando para pessoas feitas de orixá, seja da Umbanda ou do Candomblé, pessoas novas e até clientes.
A partir do momento em que a pessoa começa receber sua bênção ela já conseguiu o emprego, ela já está melhor da saúde, ela fez a cirurgião e ficou bem. Na verdade para a fé para a religiosidade é onde começa o problema porque a pessoa passa a não ter mais fé ou se é que existe o termo a fé vai sendo enfraquecida e essa mesma pessoa começa a não ter mais tempo de acender uma vela quando ela fez uma promessa.
A promessa pode ser para o Orixá, para o Exu, para uma entidade ela não tem mais tempo. Aquela pessoa ia toda segunda-feira e cuidava daquela entidade ou ia a uma consulta. Ela acaba esquecendo que naquela época de sacrifício e desespero ela não tinha dinheiro para caixa de vela e para a passagem para ir ao centro espírita mas a partir daquele momento ela melhore em que ela pode pegar táxi, ela já pode até ir mais confortável conseguindo assim levar um pacote de velas ela deixa de ir.
É quando toda a espiritualidade observa, porque pessoas que acha que a espiritualidade não vê isso.
É num próximo momento de desespero eu canso de ver pessoas que não conseguem a segunda ou terceira graça porque o universo ele é justo. Quando eu falo universo falo de Deus, Divindade, Orixás, não existem Deuses burros. Não existe universo burro. Infelizmente burro é ser humano que usa da fé ou muitas descobrem a fé no desespero e usam a dela que costuma dizer que a fé dela sempre poderosíssima comparada a fé eu só conheço o amor. A frequência da fé ela faz o caminho abrir.
É aquela pessoa que chega na sua casa e você pode dar banho que for frio, gelado, de madrugada, ela toma. Tem banhos que agente fala, esse é mais forte, tem algumas ervas com cheiro forte.
E eu já vi pessoa falando pode me dar banho de ovo podre e estrume de boi. É grosseiro mais é a verdade. Quando a pessoa melhora ela não quer mais banho, não tem mais tempo para banho, ela fala até que vai desmanchar o cabelo ou que aquele banho está com cheiro estranho.
A pessoa esquece que foram aqueles sacrifícios feitos durante a fé que tiram a doença que fizeram que a saúde chegasse, o amor, o bom emprego. E ela prosperou ao ponto de estar com vida equilibrada. E a partir do momento em que a pessoa se afasta da fé que ela enfraque a fé, aquela força vai recuando da vida da pessoa e tenha certeza que a queda lá frente infelizmente ninguém deseja isso mas ela é certa.
Nós temos que observar que os Deuses foram feitos e não são descartáveis. Os Orixás não são bonecos, as entidades não são forças ou espíritos que estejam ali para nos servir apenas no momento da nossa dificuldade porque não podemos esquecer que tem um ditado muito antigo: "Dor de barriga ela não dá uma vez só".
Uma das maiores dádivas do ser humano é a fé, o poder da fé, é o poder da gratidão e é o poder do perdão. Dentro da fé de isopor. Eu costumo brincar que existe a fé de plástico, a fé de fumaça. Ás vezes, vejo pessoas que somem! eu chamo isso de fé de fumaça.
Ele rapidamente consegui tudo, ele rapidamente some, não que a pessoa tenha que ficar todos os dias numa casa de Orixá porque conseguiu alguma coisa. Existe uma força que faz elo da pessoa com os orixás com as entidades para a vida inteira que é a gratidão.
Muitas pessoas passam a fazer alianças, durante o momento de grande fé com os orixás e não vão cair nunca mais porque são gratas. Existe pessoas que aparecem uma vez por ano dentro da casa de Umbanda e de Candomblé. Oferecem algo aquele Exu, a Xangô, a Ogum, ao patrono da casa que ajudou para nunca mais cair.
Esse nunca mais volta a nossa casa derrubado, derrotado, arrasado. Existem aquele da "fé de fumaça". Ele fatalmente com o passar do tempo acaba aparecendo de novo e muita das vezes, sem graça, triste e o pior de tudo tendo jogado tudo que fez no lixo porque ele mesmo não consegui ter energia para sustentar o benefício que voltou para a vida dele.
Então, que fique um conselho se você já consegui ou já consegue e lembra que consegui alguma coisa dentro do centro de Umbanda ou de Candomblé, seja na parte Cigana ou mesmo com as entidades ou até mesmo num centro de mesa em que espíritos te ajudaram seja grato.
Você não precisa voltar mais aquela casa de repente porque todos os problemas foram sanados mais você pode ir até lá saber a casa está fazendo uma obra social ou um trabalho para ajudar uma instituição em que você doa um donativo, em que você ajuda ou muitas vezes uma ligação para saber se aquele dirigente, se aquele sacerdote está bem porque é muito digno quando agente passa da porta para dentro de uma casa com dores e aquela casa cura e sana as dores mais digno ainda é quando você sai e sabe sempre olhar para trás. O olhar para trás é se lembrar aquela casa me ajudou, honrar o nome daquelas pessoas, principalmente daqueles orixás, que te ajudaram, daquele Xangô que você botou um amalá no momento de desespero e consegui o emprego estando tanto tempo parado e assim eu teria sucessivamente aqui milhões de exemplos para dar para vocês porque o melhor disso tudo não é o olhar para trás e beneficiar essa casa com sua palavra porque a casa ela pode até não precisar também.
O melhor de tudo é que você nunca mais caia, se arrebente e precise voltar a esta mesma porta e nos deixar vir aquele cliente com problema até pior. Por isso, eu digo a gratidão espiritual ela é um elo que faz sustentar você, na plenitude às vezes de todo uma vida. Espero que o assunto de hoje ajude você nesse momento em falamos tanto de intolerância e fé. A fé nunca pode morrer.

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